
Muito se fala sobre tecnologia como solução definitiva para os desafios da entrega local. Contudo, o geocoding no last mile brasileiro segue como um dos maiores pontos cegos de operações logísticas complexas. Afinal, ainda que esse processo — que converte endereços em coordenadas geográficas — seja considerado a base para roteirização, cálculo de frete e definição de prazos, ele raramente reflete com exatidão a realidade das ruas brasileiras.
Quer dizer que, quando os algoritmos se deparam com endereços incompletos, CEPs genéricos ou regiões mal mapeadas, a jornada da entrega começa com um erro silencioso, capaz de comprometer tudo o que vem depois. Em linhas gerais, trata-se de um problema estrutural, já que o geocoding no last mile acaba funcionando muito mais como uma aposta do que como uma ciência exata.
É bastante comum, por exemplo, que plataformas utilizem camadas rasas de informação, parando a análise no CEP ou tentando inferir a localização a partir de padrões de linguagem — o que, fora de mercados altamente padronizados como EUA e Europa, se torna arriscado. E quando o ponto de partida já está impreciso, a consequência é uma cascata de falhas: cotação desalinhada, SLA irreal, entregador perdido e cliente frustrado.
E por isso que, no artigo de hoje, vamos entender um pouco melhor como um bom orquestrador logístico pode ajudar a sua marca a lidar com esses desafios para garantir uma operação funcional, escalável e que não comprometa a satisfação dos seus clientes. Siga com a gente e boa leitura!
Como já adiantamos, uma parte considerável dos sistemas de roteirização automatizada ainda encara o CEP como um elemento determinante para o cálculo de distância, prazo e custo. Só que o CEP, no Brasil, quase nunca representa uma unidade geográfica precisa. O resultado? Cotações equivocadas, prazos inviáveis e rotas otimizadas apenas no papel — que, na prática, geram atrasos e aumentam o custo da operação.
É por isso que o impacto de um geocoding mal resolvido vai muito além da roteirização. Ele afeta diretamente a precificação do frete, o SLA prometido ao consumidor, a eficiência da entrega e, no fim das contas, o NPS da marca. Na prática, isso se reflete em imprecisões que podem impedir o entregador de encontrar o endereço, gerando tentativas frustradas e travando a fila de pedidos do dia.
Nos centros urbanos brasileiros, a complexidade se acentua. Endereços com nomes duplicados, numeração irregular, bairros informais e regiões com baixa cobertura de mapeamento tornam o geocoding um exercício de estatística, e não de precisão. Em cidades menores, o cenário é ainda mais crítico: faltam dados, sobra improviso.
Nessa realidade, confiar apenas no sistema para interpretar o mundo é arriscado. Por isso, operações logísticas maduras precisam estar preparadas para lidar com a incerteza geográfica. A lógica da entrega local não pode ser 100% baseada em um mapa ideal. É preciso contar com dados reais da operação, histórico de sucesso por região, feedbacks do entregador e até validação manual do cliente, quando necessário.
O que diferencia as marcas que performam bem na última milha é a forma como seus orquestradores logísticos enfrentam esse cenário de imperfeição. Idealmente, um bom orquestrador não depende exclusivamente do geocoding para operar. Ele atua como uma camada de inteligência que interpreta os dados, aprende com os erros e adapta o fluxo conforme a realidade.
Na prática, o orquestrador pode combinar múltiplas fontes de geolocalização para aumentar a precisão, permitir o ajuste manual do pin de entrega pelo cliente no checkout, criar regras regionais de exceção, disparar alertas em caso de tentativa de entrega mal sucedida e até usar histórico de sucesso para reclassificar zonas críticas com base no desempenho real da frota.
Além disso, a orquestração permite a integração entre e-commerce, sistemas de geocodificação, transportadoras e o SAC, centralizando as informações e criando uma operação muito mais responsiva. Em outras palavras, ao invés de reagir aos erros do geocoding, a marca antecipa os problemas e ajusta o plano de entrega em tempo real.
Na Abbiamo, o geocoding não é um fim — é apenas um dos insumos para decisões logísticas mais robustas. Nossa plataforma entende que a realidade brasileira exige um modelo adaptativo, que aprende com a operação e se ajusta a cada novo desafio do last mile.
Aqui, sua marca conta com uma orquestração logística com inteligência preditiva, que permite calibrar o fluxo de entregas de acordo com a precisão geográfica real de cada região. Tudo isso, claro, com o suporte de dashboards que mostram falhas por zona, entregas por precisão de coordenada e SLA por tipo de geolocalização — uma solução completa, que transforma a geografia em uma vantagem competitiva poderosa para a sua operação!
A última milha no Brasil é tudo, menos previsível. A complexidade geográfica, a baixa granularidade dos dados e a informalidade de muitos endereços transformam o geocoding em um desafio logístico real — e que não será resolvido com soluções genéricas. Por isso, marcas que querem crescer com eficiência precisam entender: a tecnologia de localização é apenas o começo.
A verdadeira vantagem está na capacidade de orquestrar todas as etapas da jornada de entrega com base em dados reais, históricos e variáveis do mundo físico. É isso que a Abbiamo oferece: uma solução pensada para a logística local brasileira, feita para quem entende que a rua sempre pode ensinar um pouco mais!